<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498</id><updated>2011-07-28T21:55:16.770-07:00</updated><title type='text'>Literatura - Só poesia -</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://theodeamarante.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>46</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-3075166767046617803</id><published>2010-07-13T13:31:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T13:35:55.870-07:00</updated><title type='text'>Escalas e empilhamentos</title><content type='html'>Como é leve e colorido o oxigénio que dormita nas escalas das primeiras águas empilhadas em sequências excitantes. &lt;br /&gt;Enquanto as últimas águas estagnam pesadas e escuras abraçadas à terra primitiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é espontâneo, salubre e musical, &lt;br /&gt;o ar que transporta as cordas oxigenadas nas nobres planícies parentes e diáfanos duma grande família mineral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se uma sombra beija uma fralda dum imenso ou módico curso.&lt;br /&gt;Se um ensaio de união se delineia no lago plácido que descansa na companhia dalgum astro cúmplice. &lt;br /&gt;Se um montão de músculos - irrigados por rios vermelhos - contemplam com olhos insuficientes e nostálgicos incapazes de descodificar o sentimento oceânico.&lt;br /&gt;A memória berço do colectivo jamais sobejará para alcançar o ovo nuclear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A individualidade sempre se sobreporá ao todo. &lt;br /&gt;É ela que o compõe e o desfaz, - se desfazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A água viverá nos nossos olhos como uma orquestra corrupta que salgará o peito dos ingénuos e incapazes primatas.&lt;br /&gt;Fossem eles os mais acrescidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um grito ou um beijo desliza saltitando como o grão de pedra na superfície do espelho amanhado por criaturas de outra era.&lt;br /&gt;Se no seu entremeio entre elegias e folguedos, &lt;br /&gt;ninfas e elfos revoluteiam entre o envolvo da água perfumada de ambiente arejado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas contiguidades de soalho ocre e pedregoso viandam eternos romeiros que queimam o ar puro com pulmões excessivos.&lt;br /&gt;Nas planícies erram patológicas lágrimas que não chegam a fazer córrego e se evaporam na dialéctica das forças contraditórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o destino pretende desaguar naquelas águas que germinam paz ou irascibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei da viagem que retorna às origens como imagem natureza morta que aviva as veias internas até o fundo dum abismo que jamais alguém baptizou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que serve a água do corpo animal!... &lt;br /&gt;Senão para adir e constituir a fonte colectiva com os suores terminais &lt;br /&gt;que se aniquilam na compilação duma imensa memória inserta num livro mais graúdo que o universo. &lt;br /&gt;Memórias que cozerão no caldeirão do imaginário e volverão resenhas que recairão em gotas de meiga chuva no espelho dos oceanos, &lt;br /&gt;nos lagos, nos ribeiros, nas poças calcorreadas pelas subespécies. &lt;br /&gt;E ao cair e recair - sempre na estuga da mágoa - fazem covinhas saltitantes como as libélulas o fazem nos seus voos rasantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no planeta de terra rude com grandes covas cheias de água memorial&lt;br /&gt;o oxigénio continuará a fabricar escalas e a empilhar memórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o sentimento oceânico que fala continuará a falar de nós até ao seu próprio sepulto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante (Fernando Oliveira)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-3075166767046617803?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/3075166767046617803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/3075166767046617803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2010/07/escalas-e-empilhamentos.html' title='Escalas e empilhamentos'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-7697884925867512095</id><published>2010-07-13T13:26:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T21:02:48.340-07:00</updated><title type='text'>O barulho e o silêncio</title><content type='html'>Tudo frui no barulho que ninguém decifra&lt;br /&gt;do respiro das entranhas da terra&lt;br /&gt;aos suspiros nos salões do paraíso. &lt;br /&gt;Tudo conspira para que o barulho seja maior&lt;br /&gt;a ideia vicia-se na glorificação da causa&lt;br /&gt;que toureia até vencer o oráculo.&lt;br /&gt;Como o fogo que está dentro do fogo não se consome&lt;br /&gt;e a água dentro da água não se evapora.&lt;br /&gt;O choque entre o silêncio e o barulho produz inferências&lt;br /&gt;e entre a água e o fogo produz nevoaça.&lt;br /&gt;Tudo se extingue no silêncio que ninguém elogia&lt;br /&gt;intangível e transitória sensação&lt;br /&gt;desde a origem ao mundo surdo.&lt;br /&gt;Tudo contribui para fecundar o silêncio abstruso&lt;br /&gt;dentro das leis da morte&lt;br /&gt;e nas antecâmaras da loucura.&lt;br /&gt;Eu nada ouço pois estou dentro do silêncio&lt;br /&gt;mas barafusto pois estou dentro do barulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante (Fernando Oliveira)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-7697884925867512095?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/7697884925867512095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/7697884925867512095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2010/07/o-barulho-e-o-silencio.html' title='O barulho e o silêncio'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-4190083215912185256</id><published>2010-05-25T21:43:00.001-07:00</published><updated>2010-05-25T21:43:49.224-07:00</updated><title type='text'>O silêncio e a fé</title><content type='html'>Quando o campanário da igreja se desfez &lt;br /&gt;os aldeões viveram com o barulho dos sinos nas bocas&lt;br /&gt;um som insolente que pedia numerário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até à sua reconstrução &lt;br /&gt;o campanário dormiu com os badalos carentes&lt;br /&gt;entre a lama e umas couves galegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um par de caracóis ali elegera a sua pátria&lt;br /&gt;e os aldeões não mais ouviam a fé.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reerguido o sineiro&lt;br /&gt;os aldeões recordaram o som dos badalos&lt;br /&gt;cozeram novamente as bocas&lt;br /&gt;e perseveraram nos seus antigos hábitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir a fé até morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante (Fernando Oliveira)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-4190083215912185256?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/4190083215912185256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/4190083215912185256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2010/05/o-silencio-e-fe.html' title='O silêncio e a fé'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-5623723991110478194</id><published>2010-05-15T23:28:00.000-07:00</published><updated>2010-05-18T21:56:43.323-07:00</updated><title type='text'>Salvo-conduto genético</title><content type='html'>Sou o negativo do homem crente&lt;br /&gt;uma imagem metafísica&lt;br /&gt;que vive na dinâmica do outro lado&lt;br /&gt;sem precisar de ser revelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou a sua mão esquerda&lt;br /&gt;se a direita está tomada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrosto a sua crença &lt;br /&gt;mas sou por ele &lt;br /&gt;pois ele é meu irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomo a sua mão direita quando é camarada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ponho na mesa a sua filosofia&lt;br /&gt;se eu comer melão &lt;br /&gt;ele não come melancia&lt;br /&gt;se o fogo se atear na sobrecâmara &lt;br /&gt;eu darei o peito para o salvar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero crer em nada que não seja todavia&lt;br /&gt;é o meu corpo anímico que pede esse valor &lt;br /&gt;o amor habitável do homem vigente&lt;br /&gt;que honra o bicho antes de o matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou um selo seco cego e mudo&lt;br /&gt;mas uma boca que não se quer sepultar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carrego no corpo – a alma posso-a ceder –&lt;br /&gt;os gritos de todos os dissidentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a minha dúvida alimenta a sua crença&lt;br /&gt;um dia me calarei e ele não mais falará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante ( Fernando Oliveira )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-5623723991110478194?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/5623723991110478194'/><link rel='self' 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já não tenha. &lt;br /&gt;Nem filho &lt;br /&gt;que talvez nunca tive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Navegarei para outra sina&lt;br /&gt;até outra arraiada&lt;br /&gt;selvagem como o fui sempre e agora.&lt;br /&gt;Serei infeliz&lt;br /&gt;por abandonar a raiz&lt;br /&gt;de antigamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com olhos probos e nariz como escora&lt;br /&gt;irei com os meus consensos.&lt;br /&gt;Numa mão uma bala e na outra um beijo.&lt;br /&gt;Nos cabelos a minha história.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Só quero ir desequipado&lt;br /&gt;sem sapatos e sem mais nada.&lt;br /&gt;Nu. &lt;br /&gt;Com um colete de quatro bolsos&lt;br /&gt;no meu peito de anjo aleitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num &lt;br /&gt;levarei os cigarros&lt;br /&gt;noutro &lt;br /&gt;um naco de presunto&lt;br /&gt;no terceiro &lt;br /&gt;uma vinha&lt;br /&gt;e no quarto &lt;br /&gt;pão &lt;br /&gt;ainda não recheado.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Pararei numa nuvem para acender um fumeiro&lt;br /&gt;noutra para beber um bom tinto&lt;br /&gt;com o pão e o pernil defumado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não houver estações&lt;br /&gt;não quero ir&lt;br /&gt;farei perrice como a criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me interessa o destino&lt;br /&gt;mas a viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se chegar a algum lado&lt;br /&gt;verei&lt;br /&gt;se fico ou se volto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S e dependesse de mim até nem iria&lt;br /&gt;mas parece que tenho que dar lugar a outro alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo o lugar frio&lt;br /&gt;com ervas altas e sem poda&lt;br /&gt;tal como as encontrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou sem dever nada a ninguém&lt;br /&gt;quem fica também não me deve nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante ( Fernando Oliveira )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-3236139077163561035?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/3236139077163561035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/3236139077163561035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2010/05/estamos-quites-ate-nunca-mais.html' title='Estamos quites, até nunca mais'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-1963430429072808577</id><published>2010-05-12T20:20:00.001-07:00</published><updated>2010-05-12T20:20:37.634-07:00</updated><title type='text'>O corpo e o espírito</title><content type='html'>Quando um algum corpo falha&lt;br /&gt;não é ele que se atrapalha&lt;br /&gt;mas o seu espírito que vence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a sua mecânica trabalha&lt;br /&gt;crendo que é só poalha&lt;br /&gt;que a um génio pertence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo será só escola&lt;br /&gt;um invólucro sem bitola  &lt;br /&gt;que obedece à farra da cor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um corpo nunca se amola&lt;br /&gt;como se carrega uma pistola&lt;br /&gt;para uso ulterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no fio da navalha&lt;br /&gt;o corpo valha-que-valha&lt;br /&gt;deve superar o elástico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrer por morrer - na malha&lt;br /&gt;que finde num chão de batalha&lt;br /&gt;e leve com ele o fantástico.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo e Amarante ( Fernando Oliveira )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-1963430429072808577?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/1963430429072808577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/1963430429072808577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2010/05/o-corpo-e-o-espirito.html' title='O corpo e o espírito'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-8340928685808047708</id><published>2010-05-02T18:46:00.000-07:00</published><updated>2010-05-02T18:47:25.987-07:00</updated><title type='text'>Letras de lavradio</title><content type='html'>Abri a terra com uma folha de papel&lt;br /&gt;adubei-a com tinta utópica &lt;br /&gt;e semeei um canteiro de letras&lt;br /&gt;Com o juízo em pedra-de-cevar &lt;br /&gt;reguei-o com pó de frases alegóricas&lt;br /&gt;o orvalho de alguns neologismos&lt;br /&gt;o suor de metáforas em artefacto &lt;br /&gt;e deixei o canteiro a matutar.&lt;br /&gt;No meio do verão saíram algumas letras esdrúxulas&lt;br /&gt;umas virgulas e uns embriões de acentos.&lt;br /&gt;Sentia-se no ar aquele perfume sinonimado &lt;br /&gt;e o ténue vagido duma singela ária a brotar.  &lt;br /&gt;Mas ainda não dava para decifrar a colheita&lt;br /&gt;eram curtas gnoses na crista de tês minúsculos&lt;br /&gt;que nem dariam para uma simples apostila.&lt;br /&gt;Cobri o canteiro com uma nuvem de tiles. &lt;br /&gt;Depois de o ventilar com um lacónico tempo do norte&lt;br /&gt;misturado com o safanão da ardência do sul&lt;br /&gt;e recolhi à minha vida de ingénuo trovador. &lt;br /&gt;Chegou o Outono e ouvi umas letras a soar&lt;br /&gt;por entre as folhas mortas erguendo-se afoitas&lt;br /&gt;correndo joviais para a folha de papel&lt;br /&gt;onde se escreveram em versos genuínos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante ( Fernando Oliveira )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-8340928685808047708?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/8340928685808047708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/8340928685808047708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2010/05/letras-de-lavradio.html' title='Letras de lavradio'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-3719063046535920281</id><published>2010-04-30T11:43:00.001-07:00</published><updated>2010-04-30T11:43:47.309-07:00</updated><title type='text'>As funções do menestrel</title><content type='html'>O poeta é como o mineiro&lt;br /&gt;que extrai do incógnito vocabulário do seu saber&lt;br /&gt;uma palavra fio.&lt;br /&gt;E como o tecelão novela e enovela&lt;br /&gt;um convénio consigo mesmo.&lt;br /&gt;Até à glória de artesão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um cantador subentendido&lt;br /&gt;que soletra virgulas e pontos.&lt;br /&gt;Com a pluma polifónica&lt;br /&gt;rege o papel &lt;br /&gt;como o eros criança modela a flauta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta é o tribuno&lt;br /&gt;aquele assombroso e surpreendente&lt;br /&gt;mestre da utopia&lt;br /&gt;que arranca do estômago um disserto sinfónico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como o pungente artífice nas cordas duma guitarra&lt;br /&gt;provoca lágrimas estimula regozijos&lt;br /&gt;arrebata a alma do mais rijo pragmático&lt;br /&gt;cravando-lhe versos na mente.&lt;br /&gt;De clemência ou gritos de revolta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta nunca expira&lt;br /&gt;apenas muda de pluma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante ( Fernando Oliveira )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-3719063046535920281?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/3719063046535920281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/3719063046535920281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2010/04/as-funcoes-do-menestrel.html' title='As funções do menestrel'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-2641060234527792045</id><published>2010-04-27T22:57:00.000-07:00</published><updated>2010-04-27T22:58:01.264-07:00</updated><title type='text'>O homem temporário</title><content type='html'>Como considerar o homem que dilapida a sua própria razão. &lt;br /&gt;Se ele se abaixa para adorar outro homem. &lt;br /&gt;Se ele se pasma diante do pó que lhe entra nos olhos. &lt;br /&gt;Se ele emite sons que não lhe pertencem. &lt;br /&gt;Diz com a língua de outrossim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está o ouvido ingénuo da criança. &lt;br /&gt;O olhar navegador e o enigma singelo da palavra. &lt;br /&gt;Onde está o beneplácito da sua condição. &lt;br /&gt;Se os estatutos que vai receber não tiveram a sua aceitação. &lt;br /&gt;Só letreiros recebeu. &lt;br /&gt;Letreiros que o inundaram desde os cueiros até ao ultraje da última consideração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte cura todos os antedatos e a saudade também morre no letargo do calendário. &lt;br /&gt;Menino de plástico. &lt;br /&gt;De bronze. &lt;br /&gt;De água sem percentagens de razão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menino adquirido no amor.&lt;br /&gt;Ou na razão. &lt;br /&gt;Menino que vai fazer o que lhe for ditado. &lt;br /&gt;Menino estendido na terra antes de morrer. &lt;br /&gt;Com algumas marcas nos dentes. &lt;br /&gt;Algumas virgulas de saber. &lt;br /&gt;A razão morta antes de crescer. &lt;br /&gt;Amarelo e plural como o mais simples e fóssil animal. &lt;br /&gt;Mas com um nome na lápide. &lt;br /&gt;Um caderno que já não fala. &lt;br /&gt;Mas ainda o vento com desprezo lê. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esse homem que virá depois de mim. &lt;br /&gt;Que de mim só dirá o que disserem de mim. &lt;br /&gt;E talvez mais uma virgula rebelde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menino com raiz que não lhe pertence. &lt;br /&gt;Que nasceu num livro aberto onde já tudo está escrito. &lt;br /&gt;Homem dominó abraçado nos seus pares. &lt;br /&gt;Sofisticado e crente da hipótese dum outro jogo. &lt;br /&gt;Aquele que lhe permita jogar com pedras que ele próprio pariu. &lt;br /&gt;Ou então fazer um serão com os juízes da sua abnegação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada é necessário!... poderia ter dito Gandhi. Mas ele proferiu o dogma da afirmação engaiolando o indivíduo num enredo já escrito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante ( Fernando Oliveira )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-2641060234527792045?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/2641060234527792045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/2641060234527792045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2010/04/o-homem-temporario.html' title='O homem temporário'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-1961447395844014176</id><published>2010-03-24T22:44:00.001-07:00</published><updated>2010-03-24T22:44:38.401-07:00</updated><title type='text'>Simpatia ou aversão</title><content type='html'>Se eu considerasse que o acto de sacrifício até à bem-aventurança &lt;br /&gt;fosse um juízo ilógico. &lt;br /&gt;Furtaria ao crédulo a ilusão que o leva aos pés do solecismo. Onde mora um afortunado coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa maneira me amputaria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaria somente com o argumento da minha razão.&lt;br /&gt;Um lobo incapaz de criar a água que bebe &lt;br /&gt;e de resolver o campo da sua evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu considerasse a lógica daquela ilusão&lt;br /&gt;e a assemelhasse até ao abstruso da minha regra ou condição&lt;br /&gt;onde mora com ou sem fortuna um básico coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amputaria a inquietação do mártir&lt;br /&gt;que morreria num quadro branco. &lt;br /&gt;De morte animal.&lt;br /&gt;Sem anunciar. &lt;br /&gt;Porque a águia voa. &lt;br /&gt;Porque morre o pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De onde veio o meu contravalor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante (Fernando Oliveira)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-1961447395844014176?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/1961447395844014176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/1961447395844014176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2010/03/simpatia-ou-aversao.html' title='Simpatia ou aversão'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-3756024132927903343</id><published>2010-01-19T21:39:00.001-08:00</published><updated>2010-01-19T21:39:43.160-08:00</updated><title type='text'>E sempre estica o pernil</title><content type='html'>Discordo do discurso cientifico e analógico &lt;br /&gt;Para mim. &lt;br /&gt;O destino é uma bola de sabão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carrega ruído e abono metrológico.&lt;br /&gt;Esgota-se nas fumeis gotas do fim.&lt;br /&gt;E rebenta sem dizer sim ou senão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois renasce em Abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-3756024132927903343?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/3756024132927903343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/3756024132927903343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2010/01/e-sempre-estica-o-pernil.html' title='E sempre estica o pernil'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-1669310796544462228</id><published>2010-01-10T19:15:00.000-08:00</published><updated>2010-01-10T19:17:43.740-08:00</updated><title type='text'>Quatro pares de sapatos.</title><content type='html'>Caminhei indistinto na procura da fórmula&lt;br /&gt;da orientação - a rosa-dos-ventos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Da nascente já vinha.&lt;br /&gt;Não queria rumar a poente.&lt;br /&gt;Era o norte ou &lt;br /&gt;o sul que me chamavam.&lt;br /&gt;Ou uma quinta direcção.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei em alguma parte, num lado inadequado.&lt;br /&gt;Sedento, faminto, mal lavado.&lt;br /&gt;Entre o sol setentrião e a chuva do suão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um campo coberto de inanimados com vapores de defeitos&lt;br /&gt;à luz duma lua cheia embalsamada.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Ambíguo, olhei a atmosfera assustada&lt;br /&gt;quase expirando num pratinho arcaico &lt;br /&gt;que expelia defumação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nem dei conta de mim.&lt;br /&gt;No centro, centro dum pomar&lt;br /&gt;uma figura cadavérica pendurada na árvore do saber&lt;br /&gt;detém-me com voz de fruto sábio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anda ver... anda ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei os meus troncos ascendentes num enfeitiçado suposto&lt;br /&gt;construindo castelos de neve num chão sem alicerces&lt;br /&gt;com cancelas adiadas e janelas abotoadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muros de cal azulada e pátios de equinócio, ouvindo o epinício da mudez&lt;br /&gt;entre portas com colunas ósseas&lt;br /&gt;e almofadas que espelhavam saudade&lt;br /&gt;na acrópole de gente de outrora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução do infinito...&lt;br /&gt;disse-me o sábio macaco com a cabeça procurando o chão&lt;br /&gt;rindo da minha falta de rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha o quarto singelo que te proponho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erguido num pilar de vento condensado.&lt;br /&gt;Do norte vinha o cheiro do incenso.&lt;br /&gt;Do sul uma luz suspensa num vinhádego&lt;br /&gt;pingava fios gémeos dum néctar de razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um anjo de quatro asas com voo de abelha-macho&lt;br /&gt;presenteava numa folha amarela &lt;br /&gt;sem vacina, um copo de amamento &lt;br /&gt;e um contracto de imortalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfiei e voltei com os quatro pares de sapatos.&lt;br /&gt;A minha rosa-dos-ventos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Théofilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-1669310796544462228?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/1669310796544462228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/1669310796544462228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2010/01/quatro-pares-de-sapatos.html' title='Quatro pares de sapatos.'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-2375720332086032458</id><published>2009-11-01T20:13:00.000-08:00</published><updated>2009-11-01T20:14:17.438-08:00</updated><title type='text'>Dois pratos de balança.</title><content type='html'>O consensual abeira-se da cobardia&lt;br /&gt;- como a diplomacia.&lt;br /&gt;Que aperta a controvérsia &lt;br /&gt;num colete de razões convexas&lt;br /&gt;que vertem para um centro adequado&lt;br /&gt;onde ficam arquivadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a discórdia bate quente&lt;br /&gt;o consensual esfria a bala...&lt;br /&gt;mas não lhe deforma a direcção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há na razão belicosa da acção &lt;br /&gt;um evento arrancado do enredo comum&lt;br /&gt;ou da crença estabelecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fio impertinente que não foi tecido&lt;br /&gt;nas regras entrelaçadas &lt;br /&gt;pode esperar outro conceito para se desforrar&lt;br /&gt;fundar um novo conceito&lt;br /&gt;ou refundar o traço do equívoco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O consensual pode ser contraproducente&lt;br /&gt;se não unir as faíscas antinómicas &lt;br /&gt;preparadas para a colisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cobardia é uma virtude&lt;br /&gt;quando pretende desligar o foco que leva a linha ao conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois pretende salvar o elo&lt;br /&gt;que liga o fio ao novelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-2375720332086032458?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/2375720332086032458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/2375720332086032458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/11/dois-pratos-de-balanca.html' title='Dois pratos de balança.'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-1094218288906004455</id><published>2009-10-31T10:11:00.001-07:00</published><updated>2009-10-31T10:11:58.958-07:00</updated><title type='text'>Os bolsos da cisma</title><content type='html'>Depositar a verdade no bolso da sinecura&lt;br /&gt;não é paradoxal...&lt;br /&gt;pois os bolsos andam par-a-par&lt;br /&gt;e a mentira se avizinha  &lt;br /&gt;tanto e tanto...&lt;br /&gt;que ninguém sabe em qual bolso elas moram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando precisamos do primeiro substantivo&lt;br /&gt;por vezes utilizamos o segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a lei da ambiguidade&lt;br /&gt;manipulada por ambidextros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O par de bolsos é sempre simétrico&lt;br /&gt;- ideado nos panos da antinomia&lt;br /&gt;vivem na cisma do absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São um do outro – periféricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da verdade... &lt;br /&gt;dizem que pertence à dextrocardia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mentira...&lt;br /&gt;que pertence à mitomania&lt;br /&gt;e nada tem a ver com o canhoto&lt;br /&gt;ou o dextro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade ou mentira?!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-1094218288906004455?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/1094218288906004455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/1094218288906004455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/10/os-bolsos-da-cisma.html' title='Os bolsos da cisma'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-4518732673541636877</id><published>2009-10-29T18:19:00.000-07:00</published><updated>2009-10-29T18:20:02.160-07:00</updated><title type='text'>Amigo... um abraço</title><content type='html'>Um abraço até aos ossos&lt;br /&gt;se as carnes estiverem ausentes&lt;br /&gt;e a memória prescrita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentirás na poalha &lt;br /&gt;a húmida saudade&lt;br /&gt;dos tempos da matéria animada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as peles se abreviavam no arrojo da vida&lt;br /&gt;e éramos pilares da inferência.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Um abraço até ao finito do infinito.&lt;br /&gt;Até aos limites do bem &lt;br /&gt;ou do maldito. &lt;br /&gt;Não interessa o espaço ou o tempo&lt;br /&gt;que nos une ou nos separa &lt;br /&gt;neste inusitado abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas &lt;br /&gt;amigo... &lt;br /&gt;Um abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-4518732673541636877?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/4518732673541636877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/4518732673541636877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/10/amigo-um-abraco.html' title='Amigo... um abraço'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-5395666370510741847</id><published>2009-10-29T09:48:00.000-07:00</published><updated>2009-10-29T09:49:03.368-07:00</updated><title type='text'>A quinta estação</title><content type='html'>A mão aberta no alto do braço estendido&lt;br /&gt;não significa. – Alto, parem...&lt;br /&gt;nem é prece à paz.&lt;br /&gt;A palma virada para os olhos&lt;br /&gt;não significa. – A consulta do futuro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a maravilha do tempo que se esgueira entre os dedos&lt;br /&gt;pelas fendas em -V- das quatro estações.&lt;br /&gt;Ou a procura do tempo subliminal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-5395666370510741847?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/5395666370510741847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/5395666370510741847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/10/quinta-estacao.html' title='A quinta estação'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-5894988298448551724</id><published>2009-10-02T22:10:00.000-07:00</published><updated>2009-10-02T22:11:15.869-07:00</updated><title type='text'>Só a maioria tem razão!...</title><content type='html'>Dizem que ser anarquista &lt;br /&gt;é ser incombinável&lt;br /&gt;abstracto&lt;br /&gt;refractário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que ser agnóstico&lt;br /&gt;é ser incompatível&lt;br /&gt;abstracto&lt;br /&gt;refractário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que os dois unidos &lt;br /&gt;são vãos &lt;br /&gt;abstractos&lt;br /&gt;refractários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que não sabem definir&lt;br /&gt;um copo meio-cheio-meio-vazio&lt;br /&gt;confundem as cores do arco-íris&lt;br /&gt;e não sabem ler uma rosa-dos-ventos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não distinguem o poente da nascente&lt;br /&gt;a noite do dia&lt;br /&gt;a égua do cavalo&lt;br /&gt;o processo e o remédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem ainda que são &lt;br /&gt;meio-costas-meio-barrigas&lt;br /&gt;quase-nada e quase-tudo&lt;br /&gt;que nem pertencem às minorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem tanta coisa desses seres incombináveis&lt;br /&gt;incompatíveis&lt;br /&gt;abstractos&lt;br /&gt;e refractários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que os mesmos que o dizem &lt;br /&gt;não sabem onde começa a ordem&lt;br /&gt;a disciplina&lt;br /&gt;e a crença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas dizem&lt;br /&gt;porque são maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se não tivessem razão!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante (Fernando Oliveira)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-5894988298448551724?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/5894988298448551724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/5894988298448551724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/10/so-maioria-tem-razao.html' title='Só a maioria tem razão!...'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-9216097289240783310</id><published>2009-07-21T22:53:00.001-07:00</published><updated>2009-07-21T22:53:26.016-07:00</updated><title type='text'>Pensaduras</title><content type='html'>Eu e tu&lt;br /&gt;o cão e o grilo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivas são as recordações&lt;br /&gt;dum tempo sem insurreições.&lt;br /&gt;Quando o cão ladrava e a avó mandava&lt;br /&gt;no galinheiro. &lt;br /&gt;O galo calava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infeliz era o padeiro...&lt;br /&gt;que sempre partia sem pão e sem dinheiro.&lt;br /&gt;No tempo de conversa fiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu e eu. O grilo e o cão&lt;br /&gt;ninguém dizia sim.&lt;br /&gt;Ninguém dizia não.&lt;br /&gt;Não eras tu&lt;br /&gt;sem mim. E eu, que seria!&lt;br /&gt;Talvez o teu serão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele tempo...&lt;br /&gt;Entre o cão e o grilo&lt;br /&gt;- a vaca que mugia&lt;br /&gt;não pastava -&lt;br /&gt;não havia comunhão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia.&lt;br /&gt;Eu e tu&lt;br /&gt;na tulha da tia.&lt;br /&gt;- Deslinda que era feia -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que entre o café e a meia&lt;br /&gt;nota e enfeixa a dor da vida&lt;br /&gt;com uma extinta flor de margarida&lt;br /&gt;entre os cabelos untados de azeite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para seu deleite!&lt;br /&gt;um piolho que nela passeava &lt;br /&gt;com os dedos curvos, achava&lt;br /&gt;na faixa inculta.&lt;br /&gt;Já sem recordações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e tu&lt;br /&gt;- O grilo morrera&lt;br /&gt;nem um amém!&lt;br /&gt;ninguém soubera -&lt;br /&gt;E o cão&lt;br /&gt;que não fugira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tempo de futur’ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-9216097289240783310?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/9216097289240783310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/9216097289240783310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/07/pensaduras.html' title='Pensaduras'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-6340568104497958458</id><published>2009-04-23T12:03:00.001-07:00</published><updated>2009-04-23T12:03:34.868-07:00</updated><title type='text'>Grito privado</title><content type='html'>Agora não grito!&lt;br /&gt;A minha garganta cheira a romã&lt;br /&gt;e a língua é uma casca grossa de maçã&lt;br /&gt;que absorve a inquietação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha boca é uma oficina gráfica&lt;br /&gt;que reduz até ao branco&lt;br /&gt;o á-bê-cê do estrondo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se soltasse um brado,&lt;br /&gt;este ecoaria no céu da boca&lt;br /&gt;                     [como nas paredes da catedral o som perdura&lt;br /&gt;e seria mastigado pelos dentes&lt;br /&gt;                     [como o desfiladeiro tortura o vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vozear mais forte que o meu critério &lt;br /&gt;é para mim.&lt;br /&gt;Grito privado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-6340568104497958458?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/6340568104497958458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/6340568104497958458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/04/grito-privado.html' title='Grito privado'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-6615432875462242569</id><published>2009-04-09T17:55:00.000-07:00</published><updated>2009-04-09T17:56:40.432-07:00</updated><title type='text'>E agora!</title><content type='html'>Foram os pais da semente que adulteraram o sabor&lt;br /&gt;das almas.&lt;br /&gt;Acerejaram sangue de capangas.&lt;br /&gt;Azularam veias de idiotas. &lt;br /&gt;Escureceram negros, verdes &lt;br /&gt;como grãos extraídos da terra&lt;br /&gt;e lançados num caixão para apodrecer.&lt;br /&gt;Antes do enterro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram os padrinhos da vida que mecanizaram o útero &lt;br /&gt;da sociedade.&lt;br /&gt;Doutoraram bárbaros.&lt;br /&gt;Criaram o paroxismo da carência.&lt;br /&gt;Cozeram com fios políticos, as boca-lisas&lt;br /&gt;que imploram ventos monótonos&lt;br /&gt;nos quartos escuros da náusea.&lt;br /&gt;Onde tudo existe e nada mexe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-6615432875462242569?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/6615432875462242569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/6615432875462242569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/04/e-agora.html' title='E agora!'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-8741132791078707476</id><published>2009-04-06T20:15:00.001-07:00</published><updated>2009-04-06T20:17:36.940-07:00</updated><title type='text'>Contratempos</title><content type='html'>Os anos já não me importam&lt;br /&gt;Mas passam-se meses e meses.&lt;br /&gt;Que faço neste tempo falso&lt;br /&gt;Que não conto e me é contado&lt;br /&gt;Por gente que vive ou não&lt;br /&gt;A meu lado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se importa pelos meses que passam&lt;br /&gt;Pelos anos que avançam e marcam&lt;br /&gt;O tempo que não me importa.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os dias já não me importam&lt;br /&gt;Mas passam-se horas e horas.&lt;br /&gt;Que faço neste tempo breve &lt;br /&gt;Que não dou e não me é dado&lt;br /&gt;Por gente que sente ou não&lt;br /&gt;Longe ou perto de mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se importa pelas horas que passam&lt;br /&gt;Por dias que os fazem crescer&lt;br /&gt;No tempo que me faz morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-8741132791078707476?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/8741132791078707476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/8741132791078707476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/04/contratempos.html' title='Contratempos'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-5444246242908959380</id><published>2009-03-29T18:44:00.000-07:00</published><updated>2009-03-29T18:45:00.801-07:00</updated><title type='text'>A falha das artes</title><content type='html'>Há nas manhãs mornas da clareira&lt;br /&gt;um pintor que reza,&lt;br /&gt;pedindo ao outono a causa&lt;br /&gt;para a tela branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flores para a jarra de ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há nas tardes quentes da clareira&lt;br /&gt;um poeta que exalta,&lt;br /&gt;pedindo ao outono que as folhas tombem&lt;br /&gt;para a lauda branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alfobre de letras versadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há nas noites sanguíneas da clareira&lt;br /&gt;um músico que toca&lt;br /&gt;pedindo ao outono a melodia&lt;br /&gt;para a concertina que sufoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre a causa e as folhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-5444246242908959380?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/5444246242908959380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/5444246242908959380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/falha-das-artes.html' title='A falha das artes'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-2797849135008923393</id><published>2009-03-29T18:13:00.001-07:00</published><updated>2009-03-29T18:13:45.516-07:00</updated><title type='text'>Medo</title><content type='html'>Curvam-se-me as ideias&lt;br /&gt;na noite complicada do dédalo&lt;br /&gt;que macula o curso do lápis&lt;br /&gt;que me levaria à liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tropeço na folha inepta  &lt;br /&gt;e caio num porão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temo que no ressurgimento do dia&lt;br /&gt;a folha não ressuscite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-2797849135008923393?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/2797849135008923393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/2797849135008923393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/medo.html' title='Medo'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-371260501444867770</id><published>2009-03-28T11:17:00.001-07:00</published><updated>2009-03-28T11:17:26.596-07:00</updated><title type='text'>Penhorado</title><content type='html'>Quem és tu! &lt;br /&gt;Que chamas a dor,&lt;br /&gt;que suportas a infâmia.&lt;br /&gt;Quem és? &lt;br /&gt;Janela negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem és, irmão.&lt;br /&gt;Que te escondes dos vampiros,&lt;br /&gt;vivendo no centro do luto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá fora existem ramos de explosão.&lt;br /&gt;Gritam mãos, que chamam a pólvora.&lt;br /&gt;Cavalos relincham por ti,&lt;br /&gt;avivando o hino da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há vida no campo da batalha.&lt;br /&gt;Entre os destroços, há cenas de destemor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje apanhei mortos que dedilhavam terços&lt;br /&gt;e não soçobravam antes do último perdão.&lt;br /&gt;Enterrei terços e almas,&lt;br /&gt;sem lágrimas.&lt;br /&gt;Não tenho tempo para chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei os vivos que combatiam,&lt;br /&gt;Com anexos de sangue na boca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi crianças atónitas cantar hinos à mãe morta;&lt;br /&gt;e corvos que festejavam o seu nome&lt;br /&gt;num banquete ímpio,&lt;br /&gt;arrastando ossos para a montanha.&lt;br /&gt;E voltavam antes do final.&lt;br /&gt;Disputando a última pele que ainda latia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei os vivos que combatiam,&lt;br /&gt;com os queixos, os cotos e o coração aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei ao redor e não te vi!&lt;br /&gt;Surpreso olhei o céu para seguir o teu enterro.&lt;br /&gt;Nada, nada vi!&lt;br /&gt;Quem és,&lt;br /&gt;que chamas a dor.&lt;br /&gt;Olhas a quebra da trela&lt;br /&gt;como um facto natural?&lt;br /&gt;Vendo os outros murchar, acorrentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem és, &lt;br /&gt;morto sem funeral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-371260501444867770?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/371260501444867770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/371260501444867770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/penhorado.html' title='Penhorado'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-5727857527816352524</id><published>2009-03-28T10:30:00.000-07:00</published><updated>2009-03-28T10:33:11.710-07:00</updated><title type='text'>Extractos de composição</title><content type='html'>Se o Ego não fosse um computador!&lt;br /&gt;Andaríamos com pilhas de alfarrábios na cabeça&lt;br /&gt;que se enterraria no chão,&lt;br /&gt;pela coacção do peso&lt;br /&gt;e a complexidade das mensagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o estômago não fosse uma fábrica gástrica.&lt;br /&gt;Teríamos no ventre,&lt;br /&gt;portas e janelas dum enorme armazém de comidas e bebidas.&lt;br /&gt;Estaríamos sujeitos à complexidade da conservação&lt;br /&gt;e ao peso da gestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os olhos fossem uma máquina fotográfica.&lt;br /&gt;Passariam a maior parte do tempo no quarto escuro,&lt;br /&gt;revelando as imagens que absorve.&lt;br /&gt;Viveríamos relembrando pontos fixos&lt;br /&gt;sem ver a complexidade evolutiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a audição fosse um centro de gravação.&lt;br /&gt;Teríamos nos ouvidos, &lt;br /&gt;um auditório tão amplexo&lt;br /&gt;que ouviríamos somente o boato da nascente&lt;br /&gt;e o urro da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o corpo não fosse o universo.&lt;br /&gt;Seriamos diluídos nos esquemas da anteposição. &lt;br /&gt;O Ego, o estômago, os olhos e a audição.&lt;br /&gt;Vagariam nas trevas desunidos&lt;br /&gt;na procura da união. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-5727857527816352524?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/5727857527816352524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/5727857527816352524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/extractos-de-composicao.html' title='Extractos de composição'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-6773038125267736560</id><published>2009-03-27T19:08:00.001-07:00</published><updated>2009-03-27T19:08:21.715-07:00</updated><title type='text'>Não basta a vontade</title><content type='html'>Para criar uma nova quimera não basta a vontade&lt;br /&gt;se a antiga veio dum lameiro, areada,&lt;br /&gt;forrada de imperfeição.&lt;br /&gt;Não basta soletrar cortejos de ofertas,&lt;br /&gt;reinventar o orvalho&lt;br /&gt;submerso no flagelo da poeira.&lt;br /&gt;Tudo se abastece na sombra da eclipse.&lt;br /&gt;Nada é eternidade.&lt;br /&gt;Infinitos são os ecos dos destinos&lt;br /&gt;e estes são efémeros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem olhos com teias de cotão&lt;br /&gt;que doaram a melodia ao bosque da cegueira,&lt;br /&gt;que perderam o verbo e a razão&lt;br /&gt;e olham através da cicatriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não basta a vontade&lt;br /&gt;para colher um fruto na crista da árvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém desembrulhar os olhos e despertar o verbo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-6773038125267736560?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/6773038125267736560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/6773038125267736560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/nao-basta-vontade_27.html' title='Não basta a vontade'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-3135622892857265204</id><published>2009-03-24T12:06:00.000-07:00</published><updated>2009-03-24T12:09:12.244-07:00</updated><title type='text'>Salvo-conduto</title><content type='html'>De pés juntos sobre a miséria,&lt;br /&gt;a alma fere a carne&lt;br /&gt;até ao sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penetra no coração inválido&lt;br /&gt;como o vampiro,&lt;br /&gt;em noite de lua cheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O credor jaze no tédio da vida,&lt;br /&gt;uma mão no peito,&lt;br /&gt;a outra desprezada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-3135622892857265204?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/3135622892857265204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/3135622892857265204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/salvo-conduto.html' title='Salvo-conduto'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-1995133293295629128</id><published>2009-03-21T20:14:00.000-07:00</published><updated>2009-03-21T20:18:50.520-07:00</updated><title type='text'>Perdidas!</title><content type='html'>Antinomias... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na negridão do mar&lt;br /&gt;desliza uma caravela cega, que&lt;br /&gt;parece ir ao encontro dum clarão que não vislumbra.&lt;br /&gt;Não há horizonte, entre a ardósia soberba do oceano&lt;br /&gt;e o desígnio.&lt;br /&gt;Que faz a nau, longe da terra mãe cruzando um tema sem margens,&lt;br /&gt;com panos de vento, que nada murmuram?  &lt;br /&gt;O vigia sente a náusea do imobilismo, olhando o tecido nos mastros.&lt;br /&gt;Não há causa. Só mudez. &lt;br /&gt;Até a cruz estampada se escapuliu na austeridade do céu inerte, que cola na água sem brandão. &lt;br /&gt;A nau é uma estatueta pregada no liquido chão, pendurada no tecto da cor do oceano.&lt;br /&gt;Que lhe é irmão.  &lt;br /&gt;É Páscoa em qualquer lugar, &lt;br /&gt;chocalham ovos de ouro nas mãos dum paladino&lt;br /&gt;na terra firme.&lt;br /&gt;É um rei que manda nos mares. &lt;br /&gt;Um iluminado que semeia ínfimas pepitas de margaridas campestres na fibra de capitães.&lt;br /&gt;Não há hosanas. Nem zumbidos de comunhão.&lt;br /&gt;A marinhagem perdeu o hino!&lt;br /&gt;A nau definha-se na combustão sem tempo, até encontrar o alicerce do oceano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Páscoa em qualquer lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rei almirante endoida-se. &lt;br /&gt;Contando o tesouro que o mar colheu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-1995133293295629128?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/1995133293295629128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/1995133293295629128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/perdidas.html' title='Perdidas!'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-2829523184245409253</id><published>2009-03-19T21:41:00.000-07:00</published><updated>2009-03-19T21:44:35.575-07:00</updated><title type='text'>Não posso viajar sem ela.</title><content type='html'>Imagino que para além do seu rebolo frémito,&lt;br /&gt;da sua face tão caprichosa, no céu congénito.&lt;br /&gt;Descubro o seu mais intimo segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terra azul, verde e ocre!...&lt;br /&gt;Imagino que viajo na tua translação&lt;br /&gt;entre o calor do sol e o bafo da lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que me abeiro de Vénus&lt;br /&gt;cavalgando uma crista de montanha,&lt;br /&gt;abrindo o capote de véus, o firmamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre a estrela da manhã e; do poente,&lt;br /&gt;os fados do sul, as canções do norte.&lt;br /&gt;Sigo contigo, até ao limite da nascente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terra revestida de sotaques plausíveis.&lt;br /&gt;Pousa-me ao lado daquela fonte cristalina.&lt;br /&gt;Onde deixei amansa, a minha guitarra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-2829523184245409253?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/2829523184245409253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/2829523184245409253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/nao-posso-viajar-sem-ela.html' title='Não posso viajar sem ela.'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-8026095590209944859</id><published>2009-03-09T21:31:00.001-07:00</published><updated>2009-03-09T21:31:42.040-07:00</updated><title type='text'>Sem oriente</title><content type='html'>Hoje pousei o meu derradeiro beijo no teu rosto.&lt;br /&gt;Era noite,&lt;br /&gt;quando te disse adeus!&lt;br /&gt;Já dormias no arvoredo do passado&lt;br /&gt;exigindo, &lt;br /&gt;o sono eterno do desastre. &lt;br /&gt;Não me estendi no teu caminho&lt;br /&gt;pedindo a benção,&lt;br /&gt;como um gavião sem navio,&lt;br /&gt;à espera dum mastro para pousar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhei até ao centro do labirinto&lt;br /&gt;onde se me acabou o clarão do cigarro,&lt;br /&gt;única fonte de luz que tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali fiquei sem rosa-dos-ventos &lt;br /&gt;agarrado à febre que me alumia.&lt;br /&gt;Nada espero deste dia,&lt;br /&gt;nem dos demais,&lt;br /&gt;Falta-me luz e oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-8026095590209944859?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/8026095590209944859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/8026095590209944859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/sem-oriente.html' title='Sem oriente'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-8543672579037845871</id><published>2009-03-09T13:39:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T13:40:02.212-07:00</updated><title type='text'>Ego da fonte seca</title><content type='html'>Oh afã, que se esbate&lt;br /&gt;sem posse de crescer. &lt;br /&gt;Negra rosa taciturna&lt;br /&gt;que mora no vão.&lt;br /&gt;As minhas acções,&lt;br /&gt;arrasto-as até quebrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois caio no macio&lt;br /&gt;fátuo sangue que não pulsa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, Deus da água&lt;br /&gt;que me abandonais,&lt;br /&gt;com um ouvido ferido&lt;br /&gt;um olho cego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boca sem vigor&lt;br /&gt;que verte saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não sei dos beijos&lt;br /&gt;na minha pele seca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-8543672579037845871?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/8543672579037845871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/8543672579037845871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/ego-da-fonte-seca.html' title='Ego da fonte seca'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-5040558282803466813</id><published>2009-03-09T12:12:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T12:14:42.871-07:00</updated><title type='text'>Natureza adulterada</title><content type='html'>Havia um tronco jovem com eflúvios de loureiro &lt;br /&gt;no lapso da cidade.&lt;br /&gt;Efígie saboreada pelos amantes&lt;br /&gt;da escritura de galanteio.&lt;br /&gt;Lá se lavravam frases de eterno amor&lt;br /&gt;mensagens que queimaram a casca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tronco é agora uma velha fábula que cheira a suor&lt;br /&gt;de tanto ser abraçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-5040558282803466813?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/5040558282803466813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/5040558282803466813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/natureza-adulterada.html' title='Natureza adulterada'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-6308731044383699049</id><published>2009-03-09T11:47:00.001-07:00</published><updated>2009-03-09T11:48:11.378-07:00</updated><title type='text'>Nem em sonho</title><content type='html'>Que importa a beleza das flores&lt;br /&gt;a doçura do mel,&lt;br /&gt;o clima ameno,&lt;br /&gt;a cama macia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o corpo é martírio&lt;br /&gt;e a miséria antilógica lei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que importa o silêncio de Deus&lt;br /&gt;o império do governante&lt;br /&gt;o avanço da tecnologia,&lt;br /&gt;o peso da beleza feminina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a alma é fogo de mágoa&lt;br /&gt;e o amor mitologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanglória é a vida do infeliz&lt;br /&gt;sem chave de quimera.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-6308731044383699049?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/6308731044383699049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/6308731044383699049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/nem-em-sonho.html' title='Nem em sonho'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-439333137513582526</id><published>2009-03-08T20:35:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T11:48:39.179-07:00</updated><title type='text'>Exactidão excessiva</title><content type='html'>Porque chamar a morte se esta não tem ouvidos,&lt;br /&gt;mas passos enérgicos que não soam?&lt;br /&gt;Mas se pressentem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após a nascença, crescem até se agigantarem&lt;br /&gt;nos tímpanos.&lt;br /&gt;É um soído cavo que se agiganta até matar a crença de viver,&lt;br /&gt;levando-nos a nada mais escutar.&lt;br /&gt;Tão forte é o rumor, que um dia a morte rompe&lt;br /&gt;a aliança com a vida.&lt;br /&gt;Sem mais, nem porquê...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-439333137513582526?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/439333137513582526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/439333137513582526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/exactidao-excessiva.html' title='Exactidão excessiva'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-1611251761404400661</id><published>2009-03-08T17:51:00.001-07:00</published><updated>2009-03-08T17:51:55.215-07:00</updated><title type='text'>Matanças</title><content type='html'>Saiu da teia da evolução na altura errada&lt;br /&gt;invadindo a época do homem sensível.&lt;br /&gt;O mosquito não se identificou &lt;br /&gt;e foi assassinado sem julgamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus tenha em paz a sua espécie!&lt;br /&gt;Cada um utiliza as armas que tem.&lt;br /&gt;Nesta morte utilizei um pé descalço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-1611251761404400661?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/1611251761404400661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/1611251761404400661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/matancas.html' title='Matanças'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-8762726856005211267</id><published>2009-03-08T13:15:00.000-07:00</published><updated>2009-03-08T13:16:06.121-07:00</updated><title type='text'>Nobre</title><content type='html'>Ah... se eu fosse transporte conduzia-vos todos ao céu,&lt;br /&gt;sem fruir.&lt;br /&gt;Pagaria ainda os refrigerantes e a merenda para a travessia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teria talvez medo da viagem, porque gosto de vinho.&lt;br /&gt;Mas nessa excursão, apenas amoras pisadas beberia,&lt;br /&gt;Sabe-se lá!&lt;br /&gt;Se não me enganaria,&lt;br /&gt;e vos levasse para o inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me perdoaria!&lt;br /&gt;Do vosso perdão!&lt;br /&gt;Nada sei!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-8762726856005211267?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/8762726856005211267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/8762726856005211267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/nobre.html' title='Nobre'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-3006503381758650935</id><published>2009-03-07T19:42:00.000-08:00</published><updated>2009-03-07T19:43:48.452-08:00</updated><title type='text'>A pedra como o homem</title><content type='html'>A sanha do rochedo&lt;br /&gt;quando se estilhaça em mil pedaços...&lt;br /&gt;é mais forte que a extinção dum exército,&lt;br /&gt;               [que deixa o cabo-de-guerra petrificado,&lt;br /&gt;imaginando a origem da génese adulterada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grita no fragor da sua divisão&lt;br /&gt;procurando a alma no eco do pó,&lt;br /&gt;que se esfuma em frémitos de encontro ao ar-irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como na vasta confusão daquela guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vê que bodelhos avermelhados pelo sopro da explosão&lt;br /&gt;caírem como balas, num chão tão quente,&lt;br /&gt;que ninguém dorme à volta. &lt;br /&gt;dum quadrilátero bem distante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus – adormecido - do minério. &lt;br /&gt;Não sabe se vai acabar em artéria!&lt;br /&gt;Cedendo a corda do seu aticismo&lt;br /&gt;à lei do despacho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma noção de artífices modernos   &lt;br /&gt;que obliteram areias, bodelhos e rochedos.&lt;br /&gt;Como os caudilhos o fazem na razão da política!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um barulho de constante confusão&lt;br /&gt;de corpos vindimados &lt;br /&gt;na regra de pedreiras, de onde extraem ossos e carnes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-3006503381758650935?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/3006503381758650935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/3006503381758650935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/pedra-como-o-homem.html' title='A pedra como o homem'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-8754546594167836612</id><published>2009-03-06T10:48:00.000-08:00</published><updated>2009-03-06T16:37:30.749-08:00</updated><title type='text'>Não acho mais a minha casa.</title><content type='html'>Aquele pardieiro de cal branca num cerro de eucaliptos&lt;br /&gt;que o verde dos campos influenciavam no somatório do lugarejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os montes roçavam as ribeiras que suavam absorvendo e dando sal por entre pinhais de resina e teatros faustos de trigais.&lt;br /&gt;Não oiço mais&lt;br /&gt;a troça das lavadeiras&lt;br /&gt;nos tanques que cheiravam a alfazema.&lt;br /&gt;As línguas de sujidade entremeada&lt;br /&gt;de amizade&lt;br /&gt;sensualidade&lt;br /&gt;e ódio.&lt;br /&gt;Cada uma lavando a roupa já lavada&lt;br /&gt;todas lavando a suja.&lt;br /&gt;Eram mães de roupa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acho mais a casa dos sonhos de criança&lt;br /&gt;não sei a cor do telhado.&lt;br /&gt;Apenas me lembro dos muros.&lt;br /&gt;Na parede magnificente&lt;br /&gt;a bicicleta do pai&lt;br /&gt;que prefigurava o trono.&lt;br /&gt;De patriarca e rei.&lt;br /&gt;Aquele que circulava mais longe que os olhos alcançavam, numa experiência de navegador de caminhos caseiros.&lt;br /&gt;Que exaltava os pés castos&lt;br /&gt;sem biografia&lt;br /&gt;de criança, pés de carne e pedra.&lt;br /&gt;Olhos de libélula&lt;br /&gt;que cintilavam mais rápido que o génio imaginava.&lt;br /&gt;Olhos de fantasia&lt;br /&gt;que cresciam como o evento dos batráquios.&lt;br /&gt;Olhos de cor&lt;br /&gt;que nem o sol cativava&lt;br /&gt;tanta fulgência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cores de mil arco-íris que ressoavam para os ouvidos&lt;br /&gt;onde vozeavam cantatas de grilos.&lt;br /&gt;Que palhas subtis extraiam do buraco&lt;br /&gt;e espalhavam ma mão aberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escutar o tenor vestido de preto de gala&lt;br /&gt;com antenas delicadas&lt;br /&gt;sintonizadas com a natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não escuto mais o assobio do pai&lt;br /&gt;aquela mensagem&lt;br /&gt;que não aturava ouvidos falsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onda que ia além do som da rádio tradicional&lt;br /&gt;e me alcançava no coveiro figadal dos sonhos que construía&lt;br /&gt;com folhas de espiga&lt;br /&gt;e barbas de milho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros sons que ignorava&lt;br /&gt;e alguma roupa branca que adorava ver secar&lt;br /&gt;no sol de oiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a minha casa em tempos de criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-8754546594167836612?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/8754546594167836612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/8754546594167836612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/nao-acho-mais-minha-casa.html' title='Não acho mais a minha casa.'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-5886776119819791922</id><published>2009-03-05T18:52:00.000-08:00</published><updated>2009-03-05T18:55:42.393-08:00</updated><title type='text'>Ao homem</title><content type='html'>Eu,&lt;br /&gt;denso corpo, alma suposta&lt;br /&gt;que se esfolha num tempo parvo.&lt;br /&gt;Eu,&lt;br /&gt;casulo imenso que suporta a eternidade&lt;br /&gt;Eu,&lt;br /&gt;futura saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não saio de mim antes do oficio acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou um eco que estala em tempos e em espaços&lt;br /&gt;mobilando um castro com beijos&lt;br /&gt;e outro com esteios&lt;br /&gt;ambivalentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu,&lt;br /&gt;sou um ramo de árvore folhosa&lt;br /&gt;que merece respeito&lt;br /&gt;depois da queda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vivo ainda!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-5886776119819791922?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/5886776119819791922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/5886776119819791922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/ao-homem.html' title='Ao homem'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-6412963282775372766</id><published>2009-03-05T17:28:00.001-08:00</published><updated>2009-03-05T17:28:46.231-08:00</updated><title type='text'>Latitudes</title><content type='html'>Passemos à outra margem&lt;br /&gt;Lá... para além do paraíso.&lt;br /&gt;Existem figurinhas de colagem&lt;br /&gt;E toques de cristal como guiso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Névoas povoadas de doces piadas&lt;br /&gt;Sóis que se acendem e se apagam.&lt;br /&gt;Chuva de tulipas de olor molhadas&lt;br /&gt;Feixes de estrelas que nos afagam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passemos à outra margem&lt;br /&gt;Entre o espelho e o verde mar.&lt;br /&gt;Levemos camarinhas para a viagem&lt;br /&gt;E um poema de amor para cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Árvores que dão frutos plurais&lt;br /&gt;Campinas de flores e tapetes giros.&lt;br /&gt;Insectos gentis e amáveis animais&lt;br /&gt;Cata-ventos com sopro de suspiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passemos à outra margem&lt;br /&gt;Entre o sono e o sonho de resgate.&lt;br /&gt;Existe outro cais, outra paragem&lt;br /&gt;Onde a data se acata e se reparte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Açucenas com cores de arco-íris&lt;br /&gt;Flautas que vertem hinos poliglotas.&lt;br /&gt;Sorrisos desde o peito até à íris&lt;br /&gt;Servidos como um chá de gráceis gotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passemos à outra margem&lt;br /&gt;Antes que o grande sono se suicide.&lt;br /&gt;Façamos da vida de agora uma miragem&lt;br /&gt;Um sonho indubitável que progride.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-6412963282775372766?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/6412963282775372766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/6412963282775372766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/latitudes.html' title='Latitudes'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-5966058500302185089</id><published>2009-03-05T08:27:00.001-08:00</published><updated>2009-03-07T20:50:42.034-08:00</updated><title type='text'>Facto infracto</title><content type='html'>Nascemos com uma mão de chumbo e outra de lã.&lt;br /&gt;Com uma pomba branca num peito&lt;br /&gt;e no outro um coração negro.&lt;br /&gt;Somos um amalgama de leão e de cordeiro.&lt;br /&gt;barafustamos e choramingamos&lt;br /&gt;com uma boca de aço e uns olhos de seda.&lt;br /&gt;De ontem, de hoje e de amanhã&lt;br /&gt;[ sem remissão.&lt;br /&gt;Nascemos dum ardiloso sistema&lt;br /&gt;[ dúbios.&lt;br /&gt;Nascemos com dois emblemas sexuais&lt;br /&gt;dois indícios dissociados de subtil ensejo.&lt;br /&gt;Uma só forma de cogitação que deseja alimentar e comer o mundo&lt;br /&gt;[À margem da razão ou com ela em ebulição.&lt;br /&gt;Somos a síntese da ousadia, da cobardia e da,&lt;br /&gt;[aflição.&lt;br /&gt;Tríplice cilada inscrita nos planos do arquitecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos instáveis como a matéria que nos criou&lt;br /&gt;água com pó que se agita num ambiente caótico.&lt;br /&gt;Nascemos Deus, feito homem&lt;br /&gt;somos homem, feito Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-5966058500302185089?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/5966058500302185089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/5966058500302185089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/facto-infracto.html' title='Facto infracto'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-5815987828903874123</id><published>2009-03-04T20:17:00.000-08:00</published><updated>2009-03-05T08:52:16.330-08:00</updated><title type='text'>Alcatifa de arrimo</title><content type='html'>O minério é o resíduo da fogueira&lt;br /&gt;ante-cinza o corpo que resiste&lt;br /&gt;além do memento da metafísica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pedra brasa&lt;br /&gt;resumo de vestido.&lt;br /&gt;O esteio da casa&lt;br /&gt;a culpa do ferido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um corpo sem capricho da sorte&lt;br /&gt;que se une quando se desune&lt;br /&gt;sem jamais ser cadáver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ferro de portão&lt;br /&gt;elegante cajado.&lt;br /&gt;O tapete do chão&lt;br /&gt;a cama do magoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um corpo com alma abstracta&lt;br /&gt;que parte mas não se intimida&lt;br /&gt;um pó que vive no silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-5815987828903874123?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/5815987828903874123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/5815987828903874123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/nossa-alcatifa-de-arrimo.html' title='Alcatifa de arrimo'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-2618782798833526250</id><published>2009-03-04T17:38:00.001-08:00</published><updated>2009-03-04T17:38:37.173-08:00</updated><title type='text'>Danada idade que me atormenta!</title><content type='html'>Já rasguei a certidão de nascimento&lt;br /&gt;mas nada adiantou.&lt;br /&gt;Continuo com os fios cinzentos amarrados na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da juventude&lt;br /&gt;só vejo tons de cena a preto e branco.&lt;br /&gt;Um desenho de calçadas e aglomerações frias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mãe de criança&lt;br /&gt;que fia no meandro de futuros&lt;br /&gt;para dilatar o meu fim de data.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão tarde é o meu tempo&lt;br /&gt;que crianças entram no meu acervo,&lt;br /&gt;jogam piões electrónicos&lt;br /&gt;glosando os cordéis das minhas barbas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu dia é mais escuro e a noite mais clara,&lt;br /&gt;o sopro é mais delicado.&lt;br /&gt;A carne&lt;br /&gt;é mais alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou visto como uma peça de artesanato&lt;br /&gt;na praça dos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brevemente me partirei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-2618782798833526250?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/2618782798833526250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/2618782798833526250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/danada-idade-que-me-atormenta.html' title='Danada idade que me atormenta!'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-1154437354002720406</id><published>2009-03-04T11:48:00.000-08:00</published><updated>2009-03-04T17:37:17.051-08:00</updated><title type='text'>No albergue da perpetuidade</title><content type='html'>Sorvi a fé na árvore da moléstia&lt;br /&gt;numa mata escura.&lt;br /&gt;Procurava o mel do destino&lt;br /&gt;em zona proibida.&lt;br /&gt;O Deus pássaro que ralhava&lt;br /&gt;chacinou a minha sina,&lt;br /&gt;misturando o pólen com veneno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O musgo por espinhos&lt;br /&gt;A estrada por trevas fragosas. -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poção que bebi das mãos do peixe que torturava&lt;br /&gt;as folhas da minha escritura.&lt;br /&gt;Agora estou em convalescência&lt;br /&gt;no hotel da perpetuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma alma fresca extraída dum corpo imundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-1154437354002720406?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/1154437354002720406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/1154437354002720406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/no-albergue-da-perpetuidade.html' title='No albergue da perpetuidade'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-4911873331357830688</id><published>2009-03-04T10:48:00.001-08:00</published><updated>2009-03-04T10:48:20.681-08:00</updated><title type='text'>O buraco da razão</title><content type='html'>O siso veio do cavo do mar&lt;br /&gt;em vagas de fundo&lt;br /&gt;até à tona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio à flutuação.&lt;br /&gt;Recebeu a aliança do sol&lt;br /&gt;Agitados na espuma branca, vitaminas maduras e algas prateadas.&lt;br /&gt;Carne, ossos precários, pele e imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajaram lentamente para a terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-4911873331357830688?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/4911873331357830688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/4911873331357830688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/o-buraco-da-razao.html' title='O buraco da razão'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1341135548928498498.post-4581755534565367253</id><published>2009-03-02T17:39:00.000-08:00</published><updated>2009-03-02T20:00:54.206-08:00</updated><title type='text'>Fumívomo</title><content type='html'>O universo nasceu dum charuto mal apagado!&lt;br /&gt;Quem foi o culpado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é como um corpo de bombeiros, que abrandam no lugar de deixar arder!&lt;br /&gt;Quem ateou o fogo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nostalgia veio do fundo do mar!&lt;br /&gt;Porque aí a depositaram?&lt;br /&gt;A morte depende da cor do céu!&lt;br /&gt;Porque não é multicolor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dependo destas máximas filosóficas!&lt;br /&gt;Porquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão só máximas!&lt;br /&gt;Ou o meu vicio fumigéno, que produz flancos de sustentáculo em todos os corpos acima relatados. - um desenlace entre um céu monótono e o mar que bem apaga -. Tenho saudades do mar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então fumo!...&lt;br /&gt;Prometo apagar o charuto e não mais sentir saudades...&lt;br /&gt;Quando voltar para o mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theófilo de Amarante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1341135548928498498-4581755534565367253?l=theodeamarante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/4581755534565367253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1341135548928498498/posts/default/4581755534565367253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theodeamarante.blogspot.com/2009/03/fumivomo.html' title='Fumívomo'/><author><name>Theófilo de Amarante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15103882957814362030</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_gkbB5bQxnl0/SaxjVtQR_EI/AAAAAAAAAAM/7lpGN_TnZPo/S220/folhas+de+papel.jpg'/></author></entry></feed>
